Durante a noite de quinta-feira (6/11), o governador Tarcísio de Freitas participou do Flow Podcast ao lado do secretário licenciado de Segurança Pública, Guilherme Derrite, onde voltou a enfatizar: “Não perco muito tempo pensando ou discutindo isso”, referindo-se à hipótese de candidatura presidencial.
A fala deixou claro que, ao menos por agora, Tarcísio de Freitas pretende concentrar esforços no governo do Estado de São Paulo e em projetos estruturantes, ao invés de antecipar a disputa eleitoral de 2026.
Mensagem e cenário
Segundo o próprio, “não tenho essa ambição” no momento, porque o que importa é um bom plano para o Brasil, e não necessariamente quem será o protagonista desse plano. A lógica de Tarcísio de Freitas é que o projeto bem construído é que terá sucesso, mais do que a pessoa que o encabeça.
No papo, o governador também criticou o atual governo federal, dizendo que é preciso romper o ciclo de “desgoverno em que a gente está andando”. Ele ponderou que mesmo se o presidente vencer outra vez, haverá “um encontro inescapável com 2027 e com as mazelas que vocês mesmos estão construindo. A matemática é imperdoável.”
Tarcísio Freitas durante a participação no Flow Podcast (Foto: Reprodução/@metropoles.sp/@metropolespolitica/@metropoles)
Além da agenda política, o encontro também abordou temas pesados: crime organizado, facções, políticas de segurança, a desocupação da favela do Moinho em São Paulo, a limpeza da Cracolândia, violência doméstica e feminicídio. Tarcísio de Freitas e Guilherme Derrite criticaram a atual Lei de Execução Penal, argumentando que benefícios a presos acabam por enfraquecer o combate à criminalidade.
Para Tarcísio de Freitas, “temos que abandonar o romantismo que cerca essa questão do crime e entregar para a sociedade o que ela precisa: paz, segurança e esperança.” Derrite, por sua vez, sustentou que “se a gente não punir a reincidência e não endurecer a pena para determinados delitos, vamos perder essa guerra”.
Relevância e implicações
A declaração de Tarcísio de Freitas ganha peso porque acalma especulações em torno de seu nome para 2026. Ao mesmo tempo, reforça que ele quer consolidar sua gestão em São Paulo antes de pensar em voos maiores. Para o eleitor, significa que o foco do governador está, ao menos no curto prazo, nas políticas estaduais e não numa corrida nacional.
Com essa declaração pública, Tarcísio de Freitas joga no campo da calma estratégica. Ao seguir concentrado no Estado, ele evita desgaste precoce de uma candidatura presidencial e ganha tempo para consolidar realizações no governo paulista. Mas também deixa claro que não está fechando a porta para 2026: ao falar da “matemática imperdoável” e do ciclo de 2027, sinaliza que está atento aos cenários nacionais e à preparação política.
A mensagem de Tarcísio de Freitas é clara: “no momento, a disputa presidencial está fora de seus planos imediatos.” Ele quer fazer o dever de casa em São Paulo, construir um projeto sólido, e só mais adiante pensar se será protagonista ou suporte em uma chapa nacional. Para aqueles que monitoram o tabuleiro político, a pergunta é: estará ele apenas jogando tempo ou preparando o terreno para 2026?
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