Especialistas identificam um cenário adverso caso o governo brasileiro decida retaliar a tarifa de 50% imposta pelos EUA, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. A decisão de Donald Trump afeta diretamente produtos como café, carnes e aviões, e o Brasil estuda contramedidas ainda neste mês.
Economistas ouvidos pela CNN Brasil apontam impactos negativos imediatos caso a retaliação aconteça. Entre eles, a queda na bolsa de valores, volatilidade cambial, inflação ascendente e retração do consumo. Pedro Moreira, da One Investimentos, alerta que produtos de tecnologia e insumos industriais tenderão a encarecer, elevando custos para consumidores e empresas, o que pode pressionar o Ibovespa e reduzir margens no varejo.
Aumento da inflação no Brasil e desaceleração de investimentos
Felipe Salto, da Warren Investimentos, destaca a oscilação do dólar, que subiu de R$ 5,40 para R$ 5,54 em uma semana como resposta ao anúncio da tarifa, variação que tende a aquecer a inflação . Já Patrick Buss, da Manchester Investimentos, alerta para fuga de capitais estrangeiros, aumento do risco‑país e elevação do custo de captação para empresas.
Tarifaço pode afetar dólar, inflação e bolsa (Vídeo: reprodução/Instagram/@cnnbrasil)
Tensão entre Lula e Trump
O governo Lula ameaça responder com tarifas recíprocas conforme lei aprovada em 2025, citando sanção na mesma proporção, de 50%, caso Trump avance com a medida. A estratégia visa também mobilizar apoio político doméstico, impulsionando o sentimento nacionalista em torno da defesa da soberania.
O estímulo do comércio com foco China e União Europeia surge como alternativa para mitigar as perdas no mercado norte‑americano. Analistas internacionais ressaltam que a tarifa de 50% impensa por Trump, embora direcionada a pressionar o Judiciário brasileiro, não possui base econômica sólida: os EUA operam superávit comercial com o Brasil, e usar tarifas como ferramenta política representa um precedente perigoso.
Com isso, o governo brasileiro busca soluções para equilibrar soberania econômica e proteção de mercados fundamentais.
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