O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que instruiu o “Departamento da Guerra” americano a iniciar imediatamente testes com armas nucleares, alegando que o país precisa “testar em igualdade de condições” frente a outros países que também têm programas de ensaios.
Trump afirmou que os EUA “têm mais armas nucleares do que qualquer outro país”, e que durante seu primeiro mandato promoveu uma “renovação completa” do arsenal. Ele apontou que a Rússia ocupa o segundo lugar e a China está “bem atrás, mas estará em pé de igualdade dentro de cinco anos”.
Segundo a Reuters, o último teste nuclear dos EUA foi realizado em 1992, e a nova diretriz marca uma reviravolta significativa na política americana de testes nucleares. Especialistas em controle de armas apontam que a retomada de testes pode comprometer tratados internacionais de não-proliferação e desencadear uma escalada global.
“Os Estados Unidos têm mais armas nucleares do que qualquer outro país. Isso foi alcançado, incluindo uma atualização e renovação completa das armas existentes, durante o meu primeiro mandato. Devido ao imenso poder destrutivo, ODIEI fazer isso, mas não tive escolha! A Rússia está em segundo lugar, e a China vem bem atrás, mas estará em pé de igualdade dentro de cinco anos”, afirmou em uma rede social.
“Por causa dos programas de testes de outros países, instruí o Departamento da Guerra a começar a testar as nossas armas nucleares em igualdade de condições. Esse processo terá início imediatamente”, concluiu.
China e Rússia reagem ao anuncio de Trump
A decisão de Trump surge logo após relatos de que a Rússia testou um torpedo nuclear submarino Poseidon, aumentando as tensões entre as grandes potências nucleares.
Já a China pediu que os Estados Unidos respeitem o regime internacional de desarmamento, e deputados nos EUA já anunciam ações legislativas contra a retomada de testes.
China dobrou o tamanho de seu arsenal
Segundo o governo dos Estados Unidos, a China mais que dobrou o tamanho de seu arsenal nuclear nos últimos cinco anos, passando de cerca de 300 ogivas em 2020 para aproximadamente 600 em 2025. Autoridades militares americanas estimam que o país asiático poderá ultrapassar mil armas nucleares até 2030, intensificando a corrida armamentista global.
Durante o Desfile do Dia da Vitória, realizado em setembro, a China exibiu cinco sistemas nucleares com capacidade de atingir o território continental dos Estados Unidos, um sinal claro do avanço tecnológico e da expansão de seu poder militar.
Ainda não está claro quais tipos de testes exatamente serão realizados, se explosivos subterrâneos ou apenas simulações/ensaios de mísseis com ogivas nucleares. O local, a escala e o cronograma desses testes ainda dependem de decisões dos órgãos competentes do governo americano.
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