Alice no País das Maravilhas: Oxford recebe exemplar exclusivo após 100 anos

Alice no País das Maravilhas, trecho do filme de 1951 da Disney Alice no País das Maravilhas, trecho do filme de 1951 da Disney (reprodução/TMDB)

Mais de um século depois de perder um de seus exemplares mais valiosos, a Universidade de Oxford volta a abrigar uma edição histórica de “Alice no País das Maravilhas”. A instituição recebeu recentemente um volume que pertenceu ao próprio Lewis Carroll, considerado um dos mais importantes registros materiais ligados à obra.

O livro passa a integrar o acervo da Christ Church em conjunto com as Bibliotecas Bodleianas, fortalecendo a relação histórica entre a universidade e o autor do clássico da literatura mundial.

“Alice no País das Maravilhas”: um exemplar pessoal de Lewis Carroll

O volume doado é conhecido entre especialistas como “A Alice de Michelson” e se destaca por reunir materiais raríssimos. O livro contém anotações manuscritas de Lewis Carroll e desenhos originais de John Tenniel, ilustrador responsável por definir a identidade visual do clássico.

Esses esboços fazem parte de um conjunto extremamente limitado, já que muitos dos estudos preparatórios da obra se perderam ao longo do tempo. Por isso, o exemplar é considerado uma fonte essencial para pesquisadores interessados no processo criativo do livro.

A partir de janeiro, o público poderá ver o volume de perto nas Bibliotecas Bodleianas, antes de sua inclusão em uma exposição dedicada à relação entre humanos e animais na cultura.

Oxford e a edição suprimida de 1865

A relevância da doação também está ligada à história da própria edição. Publicado originalmente em 1865, o livro teve grande parte de sua tiragem retirada de circulação após o ilustrador apontar problemas na impressão. Hoje, restam pouco mais de vinte exemplares conhecidos dessa versão inicial.

O retorno simbólico da obra a Oxford ganha ainda mais força pelo vínculo de Charles Lutwidge Dodgson, nome civil de Carroll, com a universidade. Professor e bibliotecário da Christ Church, foi nesse ambiente acadêmico que ele desenvolveu ideias que ajudariam a moldar Alice no País das Maravilhas.


Alice no País das Maravilhas em capa dura pela editora Darkside (Foto: reprodução/Editora Darkside)

Avaliado em vários milhões de libras, o exemplar fecha um ciclo histórico iniciado com o desaparecimento de um volume da instituição no início do século XX, reafirmando o papel de Oxford na preservação de um dos maiores clássicos da literatura mundial.

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