Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, mais conhecido como Jaguar, começou sua carreira nos anos 1950 na revista Manchete, influenciado pelo cartunista Borjalo a adotar o pseudônimo que o tornaria famoso.
Nos anos 1960, destacou-se em publicações como a revista Senhor, os semanários Pif-Paf e jornais como Última Hora e Tribuna da Imprensa, consolidando seu traço marcante e sua crítica ácida à sociedade brasileira.
O cartunista, que foi um dos fundadores do icônico jornal satírico brasileiro O Pasquim, faleceu na sexta-feira(22) aos 93 anos. Reconhecido por seu humor irreverente e crítica política contundente, Jaguar deixa um legado duradouro no jornalismo alternativo e na caricatura no Brasil.
O Pasquim de Jaguar e a resistência à ditadura
Em 1969, Jaguar fundou O Pasquim, junto com nomes como Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Henfil e Ziraldo. O jornal se tornou um símbolo da resistência cultural durante a ditadura militar, usando humor, charges e textos sarcásticos para criticar o regime e enfrentar a censura. Jaguar permaneceu como único fundador ativo na publicação até seu encerramento em 1991.
Entre suas criações, destacava-se o personagem Sig, um rato antropomórfico que se tornou mascote do Pasquim e símbolo da sátira política, ilustrando a irreverência característica do jornal.Com seu olhar sarcástico e expressões antropomórficas, Sig era usado para fazer comentários irônicos sobre política, o personagem ajudava a equipe a contornar a censura da época.
Legado eterno
Após o fim de O Pasquim, o cartunista continuou a trabalhar em jornais como O Dia e A Notícia, produzindo charges e crônicas. Sua obra influenciou gerações de cartunistas e jornalistas, mantendo vivo o espírito crítico e irreverente que marcou toda a sua trajetória.
O falecimento de Jaguar foi lamentado por colegas, artistas e fãs de todo o Brasil. Sua contribuição para o humor gráfico, a crítica política e a liberdade de expressão permanece como referência na história da imprensa e da cultura brasileira.
