O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), classificou como um “sucesso” a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital, considerada a mais letal da história do estado.
Segundo o governador, a ação foi conduzida com base em informações de inteligência e teve como objetivo enfraquecer o poder de facções criminosas, especialmente o Comando Vermelho.
Até a manhã desta quarta-feira (29), 72 corpos haviam sido retirados da região, mas o governo confirmou oficialmente 58 mortes. Entre as vítimas, 4 eram policiais, dois civis e dois militares e 54 seriam criminosos, de acordo com informações das forças de segurança.
“Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos quatro guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem, só tivemos esses policiais”, afirmou o governador.
Castro afirma que todos os confrontos ocorreram em área de mata
O governador Cláudio Castro declarou que o principal indício de que os 54 mortos eram criminosos é o fato de que todos os confrontos aconteceram em áreas de mata regiões controladas por facções armadas.
Ele também afirmou que as forças de segurança agiram “com técnica e planejamento”, e que a operação representou um duro golpe contra o crime organizado no Rio de Janeiro.
Governador Cláudio Castro elogia megaoperação (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)
Contradições nos números e questionamentos sobre a contagem de vítima
Apesar do balanço oficial, persistem divergências nos números. O total de 64 mortos divulgado inicialmente na terça-feira (28) foi alterado pelo governo, sem explicação detalhada. Além disso, moradores do Complexo da Penha relataram que outros 64 corpos foram deixados nesta quarta-feira (29) na Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais vias da comunidade.
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