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Drones russos invadem espaço aéreo da Polônia; caças são acionados

Drones russos invadem espaço aéreo da Polônia; caças são acionados

Foto destaque: Caças da Polônia (Reprodução/Força Aérea Polonesa)

Na madrugada desta terça-feira (10), drones russos atravessaram o espaço aéreo polonês, em meio a uma série de ataques contra cidades ucranianas. O episódio obrigou a Polônia a mobilizar sua defesa aérea e acendeu um alerta internacional sobre o risco de expansão do conflito.

As Forças Armadas confirmaram que caças foram acionados e que os sistemas de defesa entraram em prontidão máxima.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, esteve presente na área das operações militares, segundo autoridades de defesa. Em mensagem publicada no X, ele informou que uma ação estava em andamento devido a “múltiplas violações do espaço aéreo polonês”.

Em comunicado, as Forças Armadas polonesas classificaram a entrada de drones russos como uma “violação sem precedentes” e alertaram que o episódio representou uma ameaça concreta à segurança dos cidadãos.

Aeroporto fechado em Varsóvia

Por medida de segurança, o aeroporto internacional de Varsóvia suspendeu temporariamente pousos e decolagens. O fechamento reforçou a gravidade da situação e o temor de que a guerra na Ucrânia atinja diretamente o território polonês.

Para garantir a segurança do espaço aéreo polonês, o Comandante Operacional das Forças Armadas Polonesas ativou todos os procedimentos necessários”, afirmou o comunicado, acrescentando que as Forças Armadas polonesas estão “totalmente preparadas para uma resposta imediata”.


Rússia ataca Polônia (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Autoridades polonesas informaram que a Força Aérea da Ucrânia foi a primeira a detectar os drones e a emitir o alerta. O aviso possibilitou que a Polônia e aliados da OTAN respondessem rapidamente à incursão russa.

Pressão diplomática e OTAN em foco

O governo de Varsóvia classificou a ação como uma violação inaceitável e estuda recorrer ao Artigo 4 da OTAN, que prevê consultas entre os países-membros diante de ameaças à segurança. Especialistas alertam que a medida pode intensificar a pressão sobre Moscou e aumentar a tensão militar na região.

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