Após um tumultuado protesto no plenário da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente em exercício da Casa, afirmou que não haverá omissão de sua parte em decisões importantes. A declaração foi feita após a ocupação da Mesa Diretora por deputados da oposição, que criticavam a forma como projetos estão sendo conduzidos.
“Respeitem a presidência, respeitem a democracia, respeitem o Parlamento”, disse Motta, em tom firme. Ele reafirmou que continuará conduzindo os trabalhos com responsabilidade, mas sem se acovardar diante de temas polêmicos.
“Nem me distanciarei da firmeza necessária para presidir essa Casa em tempos tão desafiadores. Senhores e senhoras, não esperem nunca omissão para decidir sobre qualquer tema”, prosseguiu.
Hugo ainda destacou que houve um somatório de acontecimentos recentes que levaram a essa situação dentro da Casa. “É comum? Não. Estamos vivendo tempos normais? Também não. Mas é justamente nessa hora que não podemos negociar nossa democracia”, completou.
A fala do deputado visa reforçar sua autoridade e compromisso com a ordem institucional, num momento de tensão política e pressão por pautas sensíveis.
Protesto da oposição em apoio a Bolsonaro
Na terça-feira, (5), deputados aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocuparam a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, usando esparadrapo na boca como forma de protesto e obstrução ao início da sessão.
A ideia dos deputados é permanecerem sentados nas cadeiras da Casa legislativa para impedir os trabalhos do plenário até que se aprove uma anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a proposta de emenda à Constituição do fim do foro privilegiado.
Polícia legislativa na Câmera dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, acionou a Polícia Legislativa nesta quarta-feira (6) após um grupo de parlamentares da oposição ocupar a Mesa Diretora do plenário.
Hugo Motta aciona polícia legislativa (Vídeo: reprodução/Instagram/@cnnbrasil)
O protesto foi motivado pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pela defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e pela cobrança para que seja pautado o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Hugo Motta destacou que houve um somatório de acontecimentos recentes que levaram a essa situação dentro da Casa. “É comum? Não. Estamos vivendo tempos normais? Também não. Mas é justamente nessa hora que não podemos negociar nossa democracia”
Após horas de negociação com lideranças da oposição para que a Mesa fosse desocupada, Hugo Motta reforçou que sua gestão não será omissa.
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