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Putin diz que Ucrânia comete “atos terroristas” e complica diálogo por paz

Putin diz que Ucrânia comete atos terroristas e complica diálogo por paz

Foto destaque: Presidente da Rússia, Vladimir Putin (Reprodução/@wladimir_putin_)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez duras acusações contra a Ucrânia nesta terça-feira (4), classificando recentes ataques como atos de terrorismo. Segundo o líder russo, a postura ucraniana compromete seriamente as possibilidades de avanço em qualquer negociação de paz entre os dois países.

O Comitê Investigativo Estatal da Rússia acusou a Ucrânia nesta terça-feira (3/6) de realizar “atos de terrorismo” ao explodir duas pontes ferroviárias nas regiões de Bryansk e Kursk durante o último fim de semana. As explosões resultaram na morte de sete pessoas e deixaram 113 feridos, incluindo crianças, segundo autoridades russas.

Putin está disposto a dialogar

Durante um discurso Putin afirmou que a Rússia está disposta a dialogar, mas questionou a viabilidade de conversas com um país que. “Eles [ucranianos] estão pedindo uma reunião de cúpula [de líderes]. Mas como tais reuniões podem ser realizadas nessas condições? O que há para discutir? Como podemos negociar com aqueles que dependem do terror?”, questionou Putin.


Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky (Foto: reprodução/Sean Gallup/Getty Images Embed)


Putin ainda reforçou que a Rússia continuará a responder militarmente às ameaças, e sugeriu que a escalada do conflito é culpa de Kiev, que estaria agindo com apoio de potências ocidentais. “Não podemos ignorar os ataques sistemáticos contra civis e infraestruturas. Isso não é defesa, é terrorismo”, disse.

A fala do presidente russo gerou reações internacionais, especialmente porque ocorre em meio a pressões da comunidade global por um cessar-fogo e pela retomada de negociações. No entanto, com o endurecimento do discurso de Moscou, cresce o temor de que o conflito se prolongue por tempo indefinido.

Guerra prolongada

A acusação de terrorismo feita por Putin pode marcar uma virada nas tentativas de mediação internacional. Especialistas alertam que a retórica agressiva da Rússia, aliada ao contínuo apoio militar à Ucrânia por parte da OTAN e Estados Unidos, torna ainda mais difícil a construção de uma saída diplomática.

A guerra entre Rússia e Ucrânia já ultrapassa dois anos e deixou milhares de mortos, milhões de refugiados e impactos econômicos globais. Com o novo discurso russo, o cenário de paz parece cada vez mais distante.

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