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STF decide se Eduardo Bolsonaro vira réu por coação

Primeira turma do STF decide se Eduardo Bolsonaro vira réu por coação

Foto destaque: Eduardo Bolsonaro (Reprodução/wikipedia)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou uma data decisiva para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Os ministros vão analisar, em julgamento virtual agendado para ocorrer entre os dias 21 de novembro e 1º de dezembro, se aceitam a denúncia apresentada contra o parlamentar pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Se a denúncia for acolhida pela maioria dos ministros da Turma, Eduardo Bolsonaro passará à condição de réu na mais alta corte do país e responderá a uma ação penal. O deputado é acusado de ter cometido o crime de coação, e o fato que motiva a denúncia está relacionado à sua atuação fora do Brasil, especificamente nos Estados Unidos.

O caso tramita no STF devido ao foro privilegiado que o deputado possui. Caberá aos ministros da Primeira Turma avaliar se os elementos apresentados pela PGR são suficientes para justificar a abertura do processo criminal.


STF marca julgamento contra Eduardo Bolsonaro (Foto: reprodução/Instagram/@cnnbrasil)


A denúncia da PGR e a suposta coação

A acusação foi formalizada pela Procuradoria-Geral da República, órgão máximo do Ministério Público e o único com competência para denunciar criminalmente parlamentares em exercício ao Supremo. O crime imputado a Eduardo Bolsonaro é o de coação, descrito no Código Penal como o ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça (…) a fazer o que a lei não manda, ou a não fazer o que ela manda”.

O ponto central que sustenta a denúncia da PGR é uma investigação sobre a conduta do parlamentar em território norte-americano. Embora os detalhes específicos da suposta coação não tenham sido amplamente divulgados, a acusação se baseia em ações que, na visão da Procuradoria, ultrapassaram a livre articulação política e configuraram um ilícito penal com consequências e competência para ser julgado pela justiça brasileira.

A defesa do parlamentar, por sua vez, deverá argumentar contra o recebimento da denúncia, buscando demonstrar a ausência de justa causa ou a atipicidade da conduta.

O rito do julgamento e os próximos passos no STF

O julgamento ocorrerá no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Neste formato, os ministros não se reúnem fisicamente, mas depositam seus votos de forma eletrônica ao longo do período determinado, que se encerra no primeiro dia de dezembro. A decisão será tomada por maioria simples dos membros da Turma.

Caso a maioria dos ministros vote pelo recebimento da denúncia, Eduardo Bolsonaro se tornará réu. Este é um passo processual crucial, pois marca o início formal da ação penal. A partir daí, o processo entra na fase de instrução, na qual serão coletadas provas, ouvidas testemunhas de acusação e de defesa, e o deputado apresentará sua defesa formal sobre o mérito da acusação.

Se a Turma decidir rejeitar a denúncia, o caso contra o deputado por este fato específico será arquivado. A decisão é aguardada com atenção, dado o peso político do parlamentar no cenário nacional.

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