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STF aceita denúncia e Eduardo Bolsonaro vira réu por coação

STF aceita denúncia e Eduardo Bolsonaro vira réu por coação

Foto destaque: Eduardo Bolsonaro (Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Com isso, o parlamentar se torna réu pelo crime de coação no curso do processo, passando a responder oficialmente a uma ação penal na Suprema Corte.

A análise ocorreu no plenário virtual da Primeira Turma e foi concluída na madrugada desta quarta-feira (26). Votaram pelo recebimento da denúncia o relator Alexandre de Moraes e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Eduardo Bolsonaro foi denunciado pela PGR

A PGR acusa Eduardo Bolsonaro de articular sanções contra o Brasil e contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos. O objetivo, segundo a acusação, seria interferir em processos que envolvem seu pai, Jair Bolsonaro, e pressionar o Supremo Tribunal Federal.

O deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro e, de acordo com as investigações, sua atuação no exterior buscava influenciar autoridades norte-americanas para afetar o cenário jurídico brasileiro.

Voto de Alexandre de Moraes

Ao votar pela abertura da ação penal, o ministro Alexandre de Moraes destacou uma série de indícios que apontam para a articulação internacional de Eduardo Bolsonaro. Entre os elementos citados estão:

Para Moraes, os atos configuram tentativa de interferência indevida no funcionamento das instituições brasileiras.


Eduardo Bolsonaro vira réu (Foto: reprodução/Instagram/@cnnbrasil)


Denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) concluiu que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo cometeram o crime de coação no curso do processo, ao atuarem para pressionar autoridades brasileiras e influenciar julgamentos relacionados ao caso do golpe de Estado.

O que é coação no curso do processo?

Segundo o Código Penal, coação no curso do processo ocorre quando alguém emprega violência ou grave ameaça para favorecer interesse próprio ou de terceiros. A ação pode ser direcionada a:

A pena prevista para esse crime é de 1 a 4 anos de prisão.


Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro (Foto: reprodução/Instagram/site Migalhas)

Segundo o Ministério Público, para a PGR, a estratégia dos dois tinha como finalidade impedir condenações e proteger Jair Bolsonaro, que foi posteriormente condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a tentativa de golpe.

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