Donald Trump, decidiu adiar a aplicação das tarifas de até 50% sobre produtos importados, incluindo mercadorias brasileiras. A nova data para o início da cobrança está marcada para 7 de agosto. A decisão afeta diretamente o mercado global, que reagiu com instabilidade.
Na Ásia e Europa, as bolsas registraram quedas após o anúncio. Embora cerca de 700 produtos tenham sido temporariamente isentos da tarifa, setores brasileiros como carne, café e suco de laranja ainda estão sob risco de sobretaxa.
O adiamento foi interpretado por analistas como uma estratégia política, mas não aliviou o clima de incerteza nos mercados financeiros. Exportadores brasileiros acompanham com atenção os próximos desdobramentos, enquanto o dólar volta a subir frente ao real.
Novas tarifas de 50% ao Brasil
Na última quarta- feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impõe uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando a taxa total de importação para 50%. A medida afeta diretamente setores estratégicos da economia brasileira e intensifica o cenário de crise comercial entre os dois países.
Segundo Trump, a decisão é uma resposta à “instabilidade institucional” no Brasil e à falta de avanços em negociações comerciais bilaterais. A medida entra em vigor a partir de 1º de agosto, sem prorrogações ou carência, conforme já havia sido antecipado pelo secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick.
Trump adia tarifaço (Foto: reprodução/Instagram/@cnnbrasil)
Tarifa pode provocar turbulência na economia brasileira
Especialistas identificam um cenário adverso caso o governo brasileiro decida retaliar a tarifa de 50% imposta pelos EUA, prevista para entrar em vigor em 7 de agosto.
Economistas apontam impactos negativos imediatos caso a retaliação aconteça. Entre eles, a queda na bolsa de valores, volatilidade cambial, inflação ascendente e retração do consumo. Pedro Moreira, da “One Investimentos”, alerta que produtos de tecnologia e insumos industriais tenderão a encarecer, elevando custos para consumidores e empresas, o que pode pressionar o Ibovespa e reduzir margens no varejo.
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