Voto irregular do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi registrado nesta quarta-feira (27) pelo sistema do Congresso Nacional, mesmo com o deputado impedido de participar da sessão por estar nos Estados Unidos. O registro aconteceu durante a análise dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, e foi anulado pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União).
Voto irregular aparece no painel da sessão
O voto irregular apareceu no painel eletrônico enquanto deputados e senadores analisavam os vetos presidenciais. As regras internas da Câmara, estabelecidas pelo presidente da Casa Hugo Motta (Republicanos), proíbe que parlamentares votem quando estão no exterior, exceto em caso de missão oficial aprovada, o que não era a situação de Eduardo Bolsonaro. A irregularidade chamou atenção porque seu nome surgiu como se estivesse participando normalmente da sessão.
Diante disso, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, decidiu anular o voto assim que foi informado do registro. Ele também determinou a correção do painel para evitar qualquer dúvida sobre o resultado da votação. A medida não mudou o desfecho da sessão, mas reforçou a necessidade de revisão do sistema.
A ocorrência levantou dúvidas sobre o controle de acesso ao sistema, já que a plataforma deveria barrar automaticamente votos de parlamentares que não têm autorização para participar remotamente. A direção do Congresso avalia ajustes para impedir que situações parecidas se repitam.
Eduardo Bolsonaro inelegível na sessão
O impedimento de Eduardo não se limitava ao fato de estar nos Estados Unidos: o gabinete havia informado oficialmente sua ausência antes da viagem, o que já desabilitava automaticamente sua participação em qualquer votação da semana. Quando um deputado comunica indisponibilidade, o sistema da Câmara registra essa condição e impede o uso do painel eletrônico.
Mesmo assim, o voto apareceu como se fosse válido, contrariando o registro administrativo e a norma reforçada por Hugo Motta. No período da sessão, Eduardo estava nos EUA, sem qualquer ligação com atividades ligadas à Câmara. A combinação entre ausência registrada e proibição formal deixou claro que o voto não poderia ter sido exibido, o que reforçou a necessidade de revisão técnica e a posterior anulação do voto.
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